quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Valsa de Despedida

É minha última noite como residente em Belo Horizonte e minha última noite na casa dos meus pais. Sensação estranha, não sei explicar.
Há 12 anos e 1/2 eu me mudei pra BH, tinha na época 17 anos, e até então o máximo de tempo que tinha vivido na mesma cidade foram 4 anos e 1/2. Nunca tinha estado aqui antes e também nunca havia me interessado em saber muito sobre o lugar. Sabia que meu pai gostava muito daqui, e por no mínimo uns 2 anos esse seria o nosso lar.
Mas as coisas mudam, e durante esse tempo aqui tudo mudou várias vezes. Eu vi minha família ir do topo do JK (só quem mora aqui sabe o que é) até o fundo da Lagoa da Pampulha. Eu que sonhei a vida toda em ser médica desisti e fiz faculdade de Música e História, aprendi a falar espanhol, um pouco de alemão, estudei coisas que nunca tinha sonhado em estudar, fiz viagens incríveis, conheci pessoas maravilhosas, tive muitas decepções, arrumei muita encrenca, conquistei coisas que muitas pessoas passam a vida toda tentando ter e nem chegar perto.

Poderia passar horas falando sobre tudo que aconteceu nesses anos, tanto de bom como de ruim, mas quero deixar registrado alguns fatos e imagens que nunca sairão da minha memória:

- descer a Av. dos Esportes às 18 hs (horário de verão) e ver o pôr do sol refletido na Lagoa da Pampulha;
- encontrar as pessoas que conheci há 12 anos atrás e ter histórias pra contar, e ver o tanto que crescemos nesses anos, pra mim, que mudava de 'turma' a cada dois anos isso é uma coisa preciosíssima;
- ter conquistado uma família, que mesmo sem laços de sangue é uma super família, que tem drama, alegria, piadas, brigas e tudo de bom e ruim que uma família tem. E é a família com quem eu passei praticamente todos os dias durante os últimos 05 anos, e a qual vai me deixar com muita saudade;
- subir os morros de BH e lá de cima contemplar as luzes da cidade, e ver que ali pertinho já está Contagem e Betim, e que de fato BH é uma roça, onde todo mundo conhece todo mundo;
- a sensação de mesmo tendo sotaque mineiro (misturado com paulista) e de viver há vários anos aqui ainda assim me sentir uma pessoas de fora;
- queijo, pão de queijo, tudo de frango com catupiry, pizza com molho a bolonhesa (eca!), pastel de angu, frango com quiabo, costelinha a pururuca, torresmo, cerveja, doce de leite, ora pro nóbis, geléia de jabuticaba, chopp do Krugg e biscoito de polvilho;
- Albano´s, Eddie, Utópica, Freud, Matu, Marcelão, Bar Temático, Bolão, Amarelim da Prudente, Xico do Churrasco, Yukai, Dona Marguerita, Rancho do Boi, Topo do Mundo, Maria da Fé, Bar e Boi;
- Jogo do Galo no Mineirão, cheirinho de tropeiro com couve, sanduíche de lombo, a Massa cantando junta, radinho sintonizado na Itatiaia, derrota do Cruzeiro é igual final de campeonato;
- Ir pelo Anel Rodoviário por preguiça de passar pelo centro da cidade;
- Galeria do Ouvidor, Edifício Maleta, cursinho Promove na João Pinheiro, Praça da Liberdae, La Greppia, Shopping Cidade e Parque Municipal.

E assim foi minha vida aqui, durante 12 anos e meio 'subindo a Bahia e descendo a Floresta' na cidade cantada pelo Skank ('ondas amarelas na Contorno cheia...'), terra de Fernanda Takai e dos meninos do Jota Quest, dentre tanto mineiros notórios.

Sou mineira de coração, amo Minas e nunca esquecerei dessa terra que tanto me deu, mas agora eu tô voltando pra casa.

Thanksgiving Day

Hoje é comemorado o Dia de Ação de Graças nos EUA e Canadá, o famoso Thanksgiving.
Nós conhecemos essa data e suas tradições através dos filmes, seriados e inúmeras menções que vemos todos os anos na mídia sobre o famoso peru, o purê de batatas com alho e a torta de abóbora. Mas o que é realmente esse dia e o que ele significa?
A data sempre é comemorada na quinta-feira da quarta semana do mês de novembro, e lá, onde existe a tradição é sempre feriado, quase tão importante quanto o Natal. O Thanksgiving é o dia em que se agradece todas as coisas boas do ano, ou seja é um dia onde se deve agradecer ao invés de reclamar, e sim, ver o lado bom das adversidades, é um dia de pausa, quando as pessoas devem refletir sobre a vida, e aprenderem a dar graças por tudo que aconteceu, mesmo as coisas ruins.
Em geral eu não sou uma pessoa reclamona, e pra falar a verdade, nem eu me aguento nos dias em que tudo é motivo pra resmungos e tal. E também não gosto de conviver com pessoas assim, sabe aquelas pessoas que veem somente o lado ruim da vida? Acho que até já postei sobre isso, eu tenho uma 'síndrome de Pollyana', gosto de procurar algum pontinho de luz no meio da escuridão e sempre tento ver o lado bom de tudo.
Essa semana foi muito difícil. Não houve um dia em que eu acordasse completamente feliz e saísse animada pra ir pro trabalho, é clichê dizer isso, mas depois da tempestade sempre tem um arco-irís; tá, as coisas não se resolveram do dia pra noite, mas coisas que eu não esperava aconteceram, e de uma forma melhor do que eu jamais poderia ter imaginado.
Hoje não me importa a dor, a tristeza e nem os problemas. A vida sem isso seria chata e vazia, eles só me fazem valorizar cada vez mais tudo o que tenho e principalmente os momentos felizes que fazem meus olhos brilhar, por mais fugazes que sejam.

domingo, 15 de novembro de 2009

'A Garota de Rosa Shocking'

Acabei de assistir ao filme "A Garota de Rosa Shocking" na TV. Fazia anos que não o via, e esse é o meu favorito em matéria de sessão da tarde. Adorava a Molly Ringwald e sua breguice pra se vestir e o jeitinho dela, meio tímida, sofridinha, querendo ser amada.
Uma cena que sempre me fez sonhar é a do final do filme, quando ela vai atrás do Blane, depois de ouvir dele um "eu te amo, sempre", eles se encontram no estacionamento, se beijam, ela põe os braços em volta do pescoço dele e a bolsinha de mão dela cai, no chão molhado. A bolsinha caindo marca toda a intensidade do momento.
Se essa cena fosse traduzida para os dias atuais, talvez em "Gossip Girl" seria algo do tipo, Dan diz a Serena que sempre a amou e daria um fora em Olivia Burke. Vanessa filmaria a cena para fazer um E! True Hollywood History sobre Olivia. Enquanto isso acontece Serena estaria atarracada com algum bonitão que ela conheceu em alguma festa, e já meio sem roupa encontraria Dan, que ficaria arrasado, por ter dito a S. que a amava e no minuto seguinte ela estar nos amassos com outro. Blair num ímpeto arrancaria a amiga dos braços do bonitão - claro, depois de ser encorajada por Chuck, já que ela odeia Dan - e faria um sermão pra Serena do tipo: é claro que ele te ama, e mesmo assim eu não aprovo a relação porque ele é um pobre, mas todos sabemos o quanto vocês se merecem. E então S. sairia confiante atrás de Dan pelas ruas de Manhattan, em seu mini vestido coberto de paêtes dourados e sapatos Loubotin e encontraria Dan arrasado. Os dois se beijariam apaixonadamente e a bolsinha Channel, ou quem sabe uma Birkin (que tem uma fila de espera de anos pra se conseguir um exemplar) cairia na rua, coberta pela neve. Os dois sem se importar com os transeuntes fariam sexo dentro do carro, ali mesmo na rua, e o motorista da limousine fingiria não estar vendo nada.
E assim a gente nota como os tempos mudaram. Não que o Blane e a Andy não tivessem feito sexo dentro do carro no estacionamento logo depois da bolsinha ter caído no chão, mas isso no filme é tão subjetivo, que a última coisa em que pensaríamos seria em sexo.
Qual dos tempos eu prefiro? Às vezes eu sou totalmente atual, mas no geral gostaria que algumas coisas não tivessem se perdido.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

How I met you

Há dias venho pensando em um tema para um post. Verdade que não ando muito animada pra ficar escrevendo, mas um assunto em particular tem insistido em tomar forma de post.

Aviso: esse post pode conter spoilers do seriado 'How I Met Your Mother'

Comecei a assistir esse seriado há um mês atrás, e quando começo vejo vários capítulos seguidos (o seriado está na 5ª temporada eu acho, agora que estou terminando a segunda) e cada vez gosto mais dele. Mas porque eu gosto tanto?

Os personagens são muito humanos, as histórias e os causos são doces e engraçados, e dá pra ver que quem escreveu os roteiros tem sentimentos. Não é aquela coisa de 'Two and a Half Man' onde dificilmente você a sensibilidade e a humanidade de Charlie Harper, ele é sempre o canalha, o irmão dele sempre é o loser e o Jake, bem, o Jake é um adolescente.

Não me entendam mal, eu adoro 'Two and...' mas é aquela coisa bem estereotipada, caricata. O que me encanta em 'How I Met...' é o carinho que os personagens trasmitem, sei lá, é aquele seriado que te faz rir, chorar e quando acaba cada capítulo você se sente feliz.

Dos quase 40 cap. que assisti o que mais amei até hoje foi um sobre a garota que fazia cupcakes. A forma como ela e o Ted se conheceram, os diálogos e tudo que rolou. Não gostei muito da forma que eles acabaram, mas a causa foi nobre, e gosto dele com a Robyn, apesar de achar que o casal não tem muito 'sal' (e todos já sabem que ela não é a mulher do Ted, afinal, ela é a Tia Robyn dos filhos dele).

E o relacionamento da Lilly e do Marshal? Quer coisa mais doce? O Marshal é o menino grande que toda mulher sonha em ter um dia (toda não, mas grande parte). Que ficou arrasado quando a Lilly terminou o casamento, que tentou sair com outras garotas mas na verdade só queria uma, e que voltou correndo pra ela no momento certo.

Pessoas assim não existem só nos seriados, tenho conhecido algumas assim, que ainda acreditam em coisas boas como o amor, mesmo que ele esteja há mais de 1.000 km de distância. Admiro essas pessoas, porque eu sou assim.




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Nem bom nem ruim

Eu ando tão cheia de coisa que não tô conseguindo pensar em coisas boas pra escrever por aqui, e eu não gosto de ter um blog hiper negativo. Mas tem coisas boas acontecendo, sem dúvida, só que nesses dias sombrios eu ando preferindo guardar todas pra mim.
Uma coisa nem boa nem ruim que aconteceu ontem, aliás, me deixou seriamente preocupada com o futuro dos meus filhos, se acaso algum dia eu os tiver, foi ver o comportamento de uma adolescente de 14 anos.
Menina de tudo, tábua, retinha, sem peito, sem bunda e sem a marcação da cintura que difere mulheres de meninas. A pobrezinha 'sem mãe' (porque vendo uma menina agindo daquele jeito é de se pensar que ela não tenha mãe) literalmente se arrastando pra ganhar a atenção de um menino, da mesma idade. Ela deu indiretas, diretas (eu só conseguia ouvir o papo), pediu pra mãe do menino ajudar, pra tia, fez cócegas, pulou no colo, correu atrás e sabe o que conseguiu? Assim que ela virou as costas o menino saiu correndo, igual um furacão, e foi embora, se esconder na casa de um tia.
Depois as mulheres reclamam que tá difícil arrumar homem, mas que homem quer uma mulher que se joga assim? Até eu fiquei com medo!´
Aí mais tarde a avó da menina apareceu, e perguntou pra dona da casa e tia do menino fujão se a netinha havia se comportado. A menina, toda serelepe foi contar pra avó que estava conversando com as meninas da casa. A dona da casa não teve coragem de contar.
E assim, a vovó foi engabelada, e saiu acreditando que as coisas são como antigamente: meninas conversando no sofá, enquanto os meninos, danadinhos esses meninos, jogam bola no quintal.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ontem a noite

É muito fácil reclamar de tudo e muito difícil lembrar das coisas boas da vida, principalmente quando uma tempestade paira sobre sua cabeça.
Ontem a noite saí com duas amigas, uma delas está no olho do furacão, eu tenho uma tempestade pairando sobre a testa e a outra está tranquila. Depois de uma noite mais do que agradável voltei pra casa ainda com o coração apertado. Não resisti e 'entrei' na net apesar de ser tarde.
Parei pra conversar com outra amiga. Falei diretamente o que estava me aborrecendo, que não eram problemas do trabalho e concluí com um sincero: estou com ciúme #prontofalei. E meu coração começou a ficar mais leve.
Depois vieram mais 3 amigos de longe conversar, horas depois e eu ainda estava acordada, com o computador no colo, conversando e conversando. Fui dormir feliz, com a sensação e a certeza de que tenho os melhores amigos do mundo.
A tempestade não se foi, continua. Tem horas que me dá um nó na garganta e a vontade de fazer o mouse criar asas e acertar a testa de alguém. A sensação de que todas as coisas que não suporto estão em evidência no momento. Mas quando paro pra pensar vejo que a vida vale a pena de verdade, e que perder de tempo com certas coisas e pessoas é desperdiçar a própria vida.
Ah, eu não ligo se você que está lendo me acha piegas, ridícula ou simplesmente que não sei nada da vida. Talvez, quem não saiba seja você.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Simplesmente Amor

Ontem liguei a TV e estava passando 'Simplesmente Amor'. Já vi esse filme umas 500 vezes e nunca me canso.

O filme fala sobre o amor, em suas mais variadas formas: amor de irmão, amor de amigo, amor de homem e mulher, amor de filho, amor pela vida, amor perdido, amor novo, amor de infância. O primeiro ministro da Inglaterra que se apaixona pela moça do café, um chefe que se ilude pela secretária gostosa, um garoto que atravessa o oceano para encontrar um amor na América.

Dizem que o amor é eterno e a paixão passageira. Já tive muitas paixões, e alguns amores. Esses amores eu guardo em um cantinho especial no meu coração. São aquelas pessoas, nesse caso homens, que eu vou amar pra sempre. Mesmo que não esteja com eles, eles sempre serão os homens que amo, mas que de alguma forma descobri que não fomos feitos um para o outro e que não podemos ficar juntos, não como homem-mulher, talvez como amigos.

Esses amores antigos não fecham a porta para novos amores, são só como uma coisa querida, daquelas que a gente não usa mas guarda porque tem carinho por ela e porque algum dia significaram algo muito importante.

Aos meus 2 amores guardados todo o meu carinho.